Política | Humildes Notícias - O site de notícias de Humildes - Bahia

HOME         POLÍTICA          ESPORTE         POLÍCIA         TRÂNSITO         RELIGIÃO         CULTURA E LAZER         EDUCAÇÃO         EMPREGO

Política

13/07
às 02:35

A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma ação penal que envolve o caso do triplex em Guarujá está repercutindo na imprensa intenacional. O ex-presidente da República foi condenado a nove anos e seis meses pelo juiz Sérgio Moro.

O jornal argentino "El Clarín", que dá destaque para a notícia na capa de seu site, lembra que esta é a primeira condenação a um político do PT no âmbito da Operação Lava-Jato e que a sentença deve ser confirmada em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal. O “La Nación”, também da Argentina, ressalta que, apesar da condenação de Lula não ser exatamente uma surpresa, ela vem em um momento de extrema tensão política no Brasil, incluindo a denúncia do atual presidente, Michel Temer.

O venezuelano “El Universal” também tem a condenação de Lula como notícia principal do seu site. No texto, o jornal ressalta que a condenação de Lula é parte de uma extensa investigação de corrupção “que agitou os círculos políticos e empresariais do Brasil, e mandou políticos de elite para a prisão”. 

Nos Estados Unidos, o "New York Times" afirma que trata-se de "um revés impressionante para um político que exerceu enorme influência na América Latina por décadas". "O caso contra o senhor da Silva, que elevou o perfil do Brasil no cenário mundial como presidente entre 2003 e 2010, decorreu de acusações de que ele e sua mulher receberam ilegalmente de umaempresa de construção US$ 1,1 milhão em melhorias e despesas para um apartamento de frente para o mar", diz o texto.

O "The Washington Post" também noticiou a condenação, salientando como Lula "está liderando as pesquisas de voto para a próxima eleição presidencial". 

Na Europa, a rede britânica BBC repercute a condenação de Lula, e lembra que o ex-presidente rejeita as acusações e diz que o julgamento tem motivação política. 

O francês "Le Figaro" também repercute a condenação e se refere a Lula como "um ícone da esquerda" no Brasil. 

A revista semanal alemã "Der Spiegel" relata a condenação de Lula, salientando também como "a sentença é parte de uma investigação de corrupção mais ampla que afeta a política brasileira e a economia do país". A publicação ainda lembra como nesse momento "o Brasil está em uma profunda crise econômica, com mais de 12 milhões de pessoas desempregadas". 

O jornal espanhol "El País" diz que "o caso Petrobras fez sua maior vítima nos três anos que leva debulhando a corrupção nas elites brasileiras". Ao dizer que Lula foi condenado a 9 anos e seis meses, afirma que se trata "do ex-presidente mais popular do país". 

O “El Pais” no Uruguai destaca a condenação de Lula em sua página principal. No texto sobre a condenação, o jornal enfatiza o fato de que Lula é o primeiro ex-presidente condenado por corrupção no Brasil, mas afirma que ele ainda pode ser candidato nas eleições de 2018, pelo menos enquanto o processo não foi julgado na instância superior.

Por BK2
(0) Ver Comentários Mandar Comentário Indique a um Amigo

 

13/07
às 02:32

O Ministério Público Federal (MPF) anunciou ainda nesta quarta (12) que vai recorrer à Justiça para aumentar a pena imposta pelo juiz federal Sérgio Moro ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da sentença favorável, os procuradores discordaram de alguns pontos da decisão.

Em nota à imprensa, o MPF no Paraná, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, destacou que a decisão de Moro tramitou de forma transparente e permitiu ampla possibilidade de defesa. “A atuação da instituição é apartidária, técnica e busca investigar e responsabilizar todas as pessoas envolvidas em atos de corrupção, além de devolver aos cofres públicos os valores desviados nesse gigantesco esquema criminoso. A ação penal contra o presidente Lula é uma dentre várias que foram propostas na Lava Jato contra centenas de pessoas acusadas por corrupção”, afirmou o MPF.

A condenação é relativa ao processo que investigou a compra e a reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. A sentença prevê que Lula poderá recorrer da decisão em liberdade. No documento, Moro afirmou que as reformas executadas no apartamento pela empresa OAS provam que o imóvel era destinado ao ex-presidente.

Após a divulgação da sentença, a defesa do ex-presidente afirmou que Lula é inocente e classificou a condenação como decisão política.

“O presidente Lula é inocente. Por mais de três anos, Lula tem sido objeto de uma investigação politicamente motivada. Nenhuma evidência crível de culpa foi produzida, enquanto provas esmagadoras de sua inocência são descaradamente ignoradas. Este julgamento politicamente motivado ataca o Estado de Direito do Brasil, a democracia e os direitos humanos básicos de Lula. É uma grande preocupação para o povo brasileiro e para a comunidade internacional”, diz trecho da nota.

Por Agência Brasil
(0) Ver Comentários Mandar Comentário Indique a um Amigo

 

13/07
às 02:30

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, condenou nesta quarta-feira (12) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A condenação é relativa ao processo que investigou a compra e a reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. A sentença, divulgada nesta quarta (12), prevê que Lula poderá recorrer da decisão em liberdade.

Na decisão, Moro afirma que as reformas executadas no apartamento pela empresa OAS provam que o imóvel era destinado ao ex-presidente.

“Nem é necessário, por outro lado, depoimento de testemunhas para se concluir que reformas, como as descritas, não são, em sua maioria, reformas gerais destinadas a incrementar o valor do imóvel, mas sim reformas dirigidas a atender um cliente específico e que, servindo aos desejos do cliente, só fazem sentido, quando este cliente é o proprietário do imóvel", diz o juiz.

Segundo Moro, ficou provado nos autos que o presidente Lula e sua esposa eram os proprietários de fato do apartamento. 

No despacho, o juiz Sérgio Moro diz que “as provas materiais permitem concluir que não houve qualquer desistência em fevereiro de 2014 ou mesmo em agosto de 2014. A reforma do apartamento 164-A, triplex, perdurou todo o ano de 2014, inclusive com vários atos executados e mesmo contratados após agosto de 2014.” 

No despacho, Moro também destacou a influência do ex-presidente nas nomeações da Petrobras. “O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha um papel relevante no esquema criminoso, pois cabia a ele indicar os nomes dos diretores ao Conselho de Administração da Petrobras e a palavra do governo federal era atendida. Ele, aliás, admitiu em seu interrogatório, que era o responsável por dar a última palavra sobre as indicações.”

OAS

O ex-presidente da OAS  José Aldemário Pinheiro Filho conhecido como Leó Pinheiro, também foi condenado no caso, mas por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A sentença prevê 10 anos e 8 meses de reclusão para o empresário, mas sua pena foi reduzida devido ao fato ter fechado acordo de delação com a Justiça. 

Na sentença, o juiz absolveu Lula e Léo Pinheiro das acusações de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do transporte e armazenamento do acervo presidencial por falta de provas. 

Moro absorveu por falta de prova Paulo Okamoto, Paulo Roberto Valente Gordilho, Roberto Moreira Ferreira e Fabio Yomamime. 

Lula responde a cinco processos na Lava Jato. Nesta semana, o Ministério Público pediu a absolvição do ex-presidente em um dos processos, relativo a uma investigação da Justiça Federal sobre a suposta tentativa de obstrução da Justiça por parte de Lula.

Por Agência Brasil
(0) Ver Comentários Mandar Comentário Indique a um Amigo

 

13/07
às 02:28

O presidente Michel Temer sancionou nesta quarta-feira (12)  a lei que altera o Estatuto do Idoso e estabelece prioridade especial para pessoas maiores de 80 anos. Segundo a alteração, os maiores de 80 anos sempre terão suas necessidades atendidas com preferência em relação aos demais idosos.

“Em todo os atendimentos de saúde, os maiores de 80 anos terão preferência especial sobre os demais idosos, exceto em caso de emergência”, diz um trecho da lei, de número 13.466. De acordo com o Estatuto do Idoso, são consideradas idosas pessoas a partir de 60 anos.

O projeto saiu do Senado no dia 21 de junho e seguiu para sanção presidencial. A relatora do projeto foi a senadora Regina Souza (PT-PI). “Entre os idosos, existe um segmento mais vulnerável”, afirmou Regina na ocasião. “Como a lei diz que é a partir dos 60, todo mundo chega e usa a prioridade, sem observar se atrás tem uma pessoa com mais de 80 anos.”

Regina Souza ressaltou ainda que, em contendas judiciais, é ainda mais importante a preferência para os octogenários porque “não adianta atender ao direito depois que a pessoa morre”. Para a senadora, os precatórios são o principal ponto em que pessoas acima de 80 anos devem ter prioridade.

Por Agência Brasil
(0) Ver Comentários Mandar Comentário Indique a um Amigo

 

13/07
às 02:26

A Segunda Instância da Justiça Federal em Brasília concedeu hoje (12) prisão domiciliar ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso preventivamente desde o dia 3 de julho. A decisão foi proferida pelo desembargador Ney Bello, motivada por um pedido de liberdade feito pela defesa de Geddel.

O ex-ministro foi preso por determinação do juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal, no Distrito Federal, sob a acusação de tentar obstruir as investigações de supostas irregularidades na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal.

Geddel está preso preventivamente na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal. Após a prisão, a defesa do ex-ministro definiu como “absolutamente desnecessário” o decreto de prisão preventiva do político. O advogado Gamil Föppel disse que há “ausência de relevantes informações” para basear a decisão e definiu como “erro” da Justiça Federal a autorização para a prisão de Geddel.

Por Agência Brasil
(0) Ver Comentários Mandar Comentário Indique a um Amigo

 

12/07
às 03:36
Agência Brasil

Após aprovar o texto principal, em uma sessão marcada por confusões e protestos, os senadores concluíram há pouco a votação da reforma trabalhista. Enviado pelo governo e aprovado no Senado da mesma forma como veio da Câmara dos Deputados, o projeto de lei segue agora para sanção do presidente Michel Temer.

A proposta altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo mudanças como a prevalência do acordado entre patrões e empregados sobre o legislado nas negociações trabalhistas. A sessão chegou a ser iniciada às 11h de hoje (11), mas as senadoras da oposição ocuparam a Mesa do Senado e impediram que o presidente da Casa, Eunício Oliveira, conduzisse os trabalhos, que foram retomados apenas no início da noite.

Por mais de sete horas, as parlamentares permaneceram no Plenário, mesmo com as luzes apagadas. Com críticas ao mérito da reforma e ao modo como ela seria apreciada, as senadoras da oposição rejeitaram por diversas vezes sugestões de acordo para que a votação fosse retomada.

De acordo com o senador Jorge Viana (PT-AC), as parlamentares tomaram uma atitude política e criticou o fato de o Senado não ter feito qualquer alteração para melhorar a proposta vinda da Câmara, abrindo mão do papel de casa revisora.

Após uma série de bate-bocas e tentativas de negociações, o presidente do Senado voltou ao Plenário no início da noite e, com um microfone sem fio, anunciou que retomaria o comando da sessão de qualquer jeito. Com duras críticas à posição das senadoras, Eunício Oliveira disse que sempre buscou cumprir os acordos, garantindo inclusive discussões da matéria para além das previsões regimentais. “Nem a ditadura militar ousou ocupar a Mesa do Congresso Nacional. Isso não existe no regime democrático”, reclamou.

Destaques

Com 50 votos favoráveis, 26 contrários e uma abstenção, o texto-base do projeto de lei foi aprovado por volta das 19h50, mas os senadores continuaram a discussão por mais duas horas e trinta minutos, enquanto analisavam três destaques que buscavam alterar pontos específicos do projeto. As sugestões buscavam excluir da reforma mudanças como a regulamentação do trabalho intermitente e a obrigação de que mulheres grávidas e lactantes apresentem atestado médico para que sejam afastadas de atividades insalubres.

Um dos destaques buscava derrubar a possibilidade do trabalho intermitente, que prevê a possibilidade de o empregador contratar e remunerar os trabalhadores apenas durante o tempo da prestação de serviços, excluindo períodos de inatividade. Outra proposta de mudança, também rejeitada pela maioria dos senadores, visava a manter a legislação trabalhista acima das convenções e acordos coletivos de trabalho.

Vetos

Para que a proposta não voltasse a ser analisada pela Câmara dos Deputados, os senadores governistas não aceitaram nenhuma mudança de mérito no texto e rejeitaram também as emendas apresentadas de modo individual. No entanto, como resposta aos pontos polêmicos da proposta, há um compromisso do presidente Michel Temer de vetar seis pontos da reforma. A ideia é aperfeiçoar esses pontos para que eles sejam reapresentados via medida provisória ou projeto de lei.

Um desses pontos é o que aborda o tratamento da gestante e do lactante em ambiente insalubre. O texto prevê que a trabalhadora gestante deverá ser afastada automaticamente, durante toda a gestação, apenas das atividades consideradas insalubres em grau máximo. Para atividades insalubres de graus médio ou mínimo, a trabalhadora só será afastada a pedido médico.

Em relação ao trabalho intermitente, o relator recomenda veto aos dispositivos que regulamentam a prática. Neste tipo de trabalho, são alternados períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador. Segundo os relatores da matéria, o melhor seria regulamentar por medida provisória, estabelecendo os setores em que a modalidade pode ocorrer.

Mudanças

A proposta de reforma trabalhista prevê, além da supremacia do negociado sobre o legislado, o fim da assistência obrigatória do sindicato na extinção e na homologação do contrato de trabalho. Além disso, acaba com a contribuição sindical obrigatória de um dia de salário dos trabalhadores. Há também mudanças nas férias, que poderão ser parceladas em até três vezes no ano,  além de novas regras para o trabalho remoto, também conhecido como home office. Para o patrão que não registrar o empregado, a multa foi elevada e pode chegar a R$ 3 mil. Atualmente, a multa é de um salário-mínimo regional.

Por Agência Brasil
(0) Ver Comentários Mandar Comentário Indique a um Amigo

 

05/07
às 00:52

O plenário do Senado aprovou no início da noite dessa terça-feira (4) o requerimento de urgência para o projeto de lei que trata da reforma trabalhista. O pedido teve 46 votos favoráveis e 19 contrários. Com isso, o projeto entra na pauta de votação da próxima terça-feira (11).

Mais cedo, os líderes partidários fecharam acordo de procedimento para que o texto da reforma seja discutido nas sessões de amanhã (5) e quinta-feira (6). Com o requerimento de urgência, o projeto ganha prioridade na pauta de votações da Casa.

Na próxima terça, quando iniciarem a sessão para votação do projeto, os senadores deverão decidir qual texto será votado. Isso porque a reforma passou por três comissões. Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)  foi aprovado parecer favorável do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), pela aprovação sem alterações em relação ao texto da Câmara. Um parecer semelhante, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), também foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No entando, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) foi aprovado voto em separado do senador Paulo Paim (PT-RS), pela rejeição integral do projeto.

Como líder do governo, Jucá já informou que apresentará requerimento pedindo que os senadores analisem, inicialmente, o relatório de Ferraço na CAE. Se ele for aprovado, os demais são considerados prejudicados e o projeto segue para sanção presidencial. O presidente Michel Temer, no entanto, já fechou acordo com os senadores de que vetará seis pontos considerados polêmicos do projeto e editar uma medida provisória regulamentando essas lacunas.

Outros requerimentos

Foram aprovados hoje mais dois requerimentos de urgência, logo após o da reforma trabalhista. Também terão preferência na pauta da Casa os projetos que tratam da convalidação dos incentivos fiscais concedidos por estados e do cancelamento dos precatórios federais que foram pagos há mais de dois anos e não sacados pelos credores.

Por Agência Brasil
(0) Ver Comentários Mandar Comentário Indique a um Amigo

 

04/07
às 02:38
Reprodução

Em um tom que poucos estão acostumados a ouvi-lo, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (DEM) reagiu à altura ao rebater o vereador Zé Curuca (DEM), que afirmou que "caso o prefeito não autorize o patrolamento de ruas no distrito de Humildes, seu deputado fará". A declaração foi dada ao vivo, durante a transmissão da segunda noite do São Pedro de Humildes, na Rádio Sociedade de Feira 970.

"Foi uma declaração muito infeliz. Nosso amigo Zé [Curuca] tem horas que fala as coisas que não pensa. Dúvido que tenha um município na região, que tenha um carinho e atenção de um prefeito que tem Humildes. Já lançamos três licitações para o distrito em que ele [Zé Curuca] estava tão feliz e agradecido e agora faz uma coisa dessa... Se ele quiser buscar um deputado, ele que vá! Não é seguro nem amarrado em cinto por mim. Tem liberdade para fazer o que quiser e bem entender", retrucou o prefeito.

Não satisfeito em ouvir a entrevista do seu aliado, José Ronaldo disparou: "Comigo é assim: quem acha que faço certo, trabalha. Quem não acha, tem total liberdade de fazer o que desejar. Para uma colocação desta, tem que ter uma resposta à altura", disse.

O deputado

Zé Curuca não revelou o nome do deputado, mas há quem diga que seu "novo apadrinhado político" é o deputado federal Jorge Solla (PT), oposicionista ferrenho do prefeito.

Por De Olho na Cidade
(0) Ver Comentários Mandar Comentário Indique a um Amigo

 

04/07
às 02:17

Agentes da Polícia Federal (PF) prenderam nesta segunda-feira (3), na Bahia, o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o político baiano estaria tentando obstruir a investigação de supostas irregularidades na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal.

A prisão preventiva foi pedida pela PF e pelos integrantes da Força-Tarefa da Operação Greenfield, a partir de informações fornecidas em depoimentos do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva, sendo os dois últimos em acordo de colaboração premiada.

A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Geddel. 

Em janeiro deste ano, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do ex-ministro, alvo da Operação Cui Bono, que investiga o suposto esquema de corrupção na Caixa no período entre 2011 e 2013 – período em que Geddel ocupou a vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição.

A Operação Cui Bono – expressão latina que em português significa “a quem beneficia?” – é um desdobramento da Operação Catilinárias, deflagrada em dezembro de 2015, no âmbito da Operação Lava Jato, quando policiais federais encontraram um telefone celular na residência do então presidente da Câmara dos Deputados, o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que revelou uma intensa troca de mensagens eletrônicas dele com Geddel.

Agora, os autores do pedido de prisão preventiva de Geddel dizem que o ex-ministro estaria tentando evitar que Cunha e o corretor Lúcio Funaro firmem acordo de colaboração com o MPF, atuando para garantir vantagens indevidas aos dois e “monitorando” o comportamento do doleiro de forma a constrangê-lo a não fechar o acordo.

Na petição à Justiça, os procuradores reproduziram mensagens que dizem que Geddel enviou à mulher de Funaro entre os meses de maio e junho. As mensagens, segundo o MPF, foram entregues às autoridades pelo próprio Funaro. Para os investigadores, Geddel continua agindo para obstruir a apuração dos crimes.

Geddel é o quinto investigado por suspeitas de fraudes em recursos administrados pela Caixa a ser preso preventivamente. Além de Eduardo Cunha e de Lúcio Funaro, também estão presos o também ex-presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, e o ex-agente do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), André Luiz de Souza. Embora fosse um dos alvos dos mandados de prisão contra os investigados por irregularidades na Caixa, Henrique Eduardo Alves acabou sendo preso, em junho, no âmbito da Operação Manus, que apura a suspeita de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção do estádio Arena das Dunas, em Natal (RN).

Por Agência Brasil
(0) Ver Comentários Mandar Comentário Indique a um Amigo

 

01/07
às 03:35

Em vídeo gravado nesta sexta-feira, 30, e divulgado nas redes sociais, o presidente Michel Temer tenta passar uma mensagem de confiança na retomada da economia, reforçando o recado indireto aos seus adversários dizendo que “o Brasil está caminhando, apesar de alguns pretenderem parar nosso País”. “Não conseguirão”, diz o presidente no fim de sua mensagem.

A estratégia de usar mensagem em vídeos tem sido usada com mais frequência pelo presidente que tem evitado convocação de rede nacional de rádio e TV. Além de ficar imune a 'panelaços', a ferramenta de vídeo via internet tem tido, segundo fontes, uma repercussão positiva na imprensa. Na sua fala, de cerca de quatro minutos, o presidente não fala diretamente da denúncia por corrupção passiva, que foi notificado ontem, e se concentra na economia, tentando mostrar a imagem de que se governo está trabalhando independente da crise político-jurídica que atravessa.

“O governo e o Congresso trabalharam e aprovaram medidas importantes nesta semana. É uma prova cabal de que o país não vai parar, continuará avançando.Nesta última quinta-feira, por exemplo, o Conselho Monetário Nacional reduziu a meta de inflação para 4,25% em 2019 e 4% em 2020”, afirma Temer.

De acordo com o presidente, “isso não é pouca coisa”. “É resultado de muito trabalho e esforço. Só conseguimos fazer isso porque a inflação vem caindo fortemente, e a inflação vai continuar caindo cada vez mais, colocando o Brasil ao lado das economias mais avançadas e modernas do mundo”, destaca. Temer diz ainda que no começo do ano passado, antes de assumir o governo, a inflação era de mais de 10%. “Desde então, já recuou mais de 7 pontos porcentuais, registrando em maio inflação de apenas 3,6% nos últimos 12 meses. É o menor índice em dez anos”, comemorou. “Quanto menor a inflação, maior é o poder de compra dos assalariados e menores são os juros. Isso certamente já é uma grande realização do nosso governo. Inflação menor e juros menores.”

Emprego 

Mostrando otimismo e que o governo tem na agenda da reforma trabalhista uma de suas prioridades, Temer salientou que outro “ponto de avanço” nesta semana foi a aprovação da modernização trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Essa medida permitirá trazer para a formalidade milhões de brasileiros que trabalham sem carteira assinada. Estamos resolvendo, na verdade, problemas que ficaram décadas sem solução”, afirma. “A nova lei trabalhista vai ajudar as empresas a abrirem novas vagas de trabalho. Essa é a minha maior preocupação, gerar oportunidades para os milhões de brasileiros desempregados vítimas de desajustes anteriores”, completou.

Temer ressaltou que com o aumento do investimento, aceleração do consumo “e as ações que estão reduzindo a taxa de juros, logo, logo teremos a volta definitiva do crescimento e do emprego”. “Observo que tivemos abertura de novos empregos em três dos cinco primeiros meses deste ano - em fevereiro, abril e maio. Em 2017, a geração de empregos já é positiva. Mas diante da magnitude do problema, precisamos fazer, e faremos, muito mais”, afirma o presidente.

Mesmo com a Câmara dos deputados com a atenção focada no tramite da denúncia contra o presidente, Temer também fez questão na mensagem de destacar que “a terceira boa nova” da semana foi a aprovação da medida provisória (MP que define regras para a regularização fundiária urbana e rural. “Eu assinei essa medida para permitir a milhões de brasileiros terem a posse oficial, ou de sua pequena propriedade rural ou de sua casa, tudo registrado em cartório. Isto é respeitar e dar dignidade a milhões de brasileiros”, diz. “Os resultados positivos, porém, não param por aí. Ainda há pouco tivemos o primeiro trimestre de crescimento após mais de dois anos de recessão, um reflexo das medidas que vêm sendo tomadas e que vai contribuir para a melhoria de vida dos brasileiros.” 

Por Correio
(0) Ver Comentários Mandar Comentário Indique a um Amigo

 


 

PAES, BISCOITOS, SALGADOS, CONFEITARIAS E MUITO MAIS, ENTREGA PARA EVENTOS E ANIVERSÁRIO. Av. Getúlio Vargas, 927 fone (75)2101-9920 Feira de Santana BA.